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Cuidados essenciais para porteiros não serem enganados

Em caso recente em São Paulo, criminosos tentaram invadir o condomínio se passando por falsos policiais. Postura do porteiro impediu delito, veja o que ele fez.


No mês de junho/2023, houve uma tentativa de invasão em um condomínio localizado na região dos Jardins, em São Paulo. Dois indivíduos chegaram em um veículo falso, disfarçados de policiais civis, e tentaram forçar a entrada no prédio. Um dos homens apresentou um papel alegando cumprir um mandado de busca e apreensão no local. O porteiro do condomínio, desconfiado, informou que chamaria um desembargador residente para acompanhar a visita, momento em que os suspeitos decidiram fugir.


Neste caso específico, a atuação do porteiro, que também exerce a função de zelador, foi crucial para impedir o acesso dos invasores, uma vez que:


  • Manteve os supostos policiais fora do prédio.

  • Solicitou a apresentação do mandado de busca e apreensão ou prisão.

  • Informou-os que contataria um morador, desembargador, e o síndico, que é advogado, para verificar a documentação.

  • Afirmou que abriria o portão somente na presença do desembargador, do síndico advogado e de agentes da Polícia Militar, que ele acionaria.


Diante disso, os criminosos deixaram o local no veículo, que se descobriu ser uma viatura clonada da Polícia Civil. É importante ressaltar a excelente atuação do porteiro, cujo conhecimento e preparo evitaram um possível assalto ao condomínio. Vale lembrar que pessoas estranhas só devem entrar no condomínio com autorização dos moradores. Isso inclui policiais, exceto em situações de flagrante delito, desastres iminentes ou cumprimento de mandado judicial, observadas as formalidades legais. Portanto, o porteiro ou zelador deve sempre certificar-se da identidade de quem deseja entrar no prédio, seguindo os procedimentos:


  1. Do lado externo do edifício:

  • Verificar a identidade funcional.

  • Confirmar a posse de um mandado judicial válido.

  • Em casos de emergência, confirmar a solicitação com o morador antes de liberar a entrada.

Em caso de dúvida, deve-se chamar o síndico ou outro membro do conselho para evitar comprometer a segurança do condomínio ou incorrer em crime de desobediência por obstruir o trabalho policial. Se a dúvida persistir, o funcionário ou os moradores devem acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190, para que uma viatura verifique a autenticidade dos supostos agentes públicos. Diante disso, fica claro a importância de adaptar as instalações físicas do condomínio para garantir que os acessos sejam bem protegidos, controlados e monitorados. Além disso, é fundamental proporcionar treinamentos específicos aos funcionários e conscientizar os moradores sobre como proceder em tais situações.



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